quarta-feira, 19 de março de 2008

E em pleno encontro definiu-se, carente de detalhes e explicações, a intenção.

terça-feira, 4 de março de 2008

A você que se foi, mas ainda é...

Não pedirei desculpas, não agora. Não almejo uma "des-culpa", mas sim o perdão.
Vejo tuas falhas, como sempre vi, mas agora também vejo meus pecados hediondos, infinitamente mais danosos que os teus. Vejo-me maestro de tal trajédia, vejo-me arquiteto de dolorosa obra, o artista supremo do egoísmo. Culpando a todos por minhas falhas, atribuindo a todos meus próprios pecados, minha própria podridão.

Talvez teu único erro tenha sido aceitar. Essa tácita aceitação, de rudimentares estratégias sociais. Erro tal -sob este prisma- venerável. Erro nascido da devoção.

Mereço tua vingança, teu ódio, tua raiva. Nada mais fez que devolver-me em mesma moeda o preço que pagaste. Aviso apenas que tua vingança encontra-se sanada, e independe de teus pensamentos ou atos. A culpa, este demônio, corrói-me, destrói-me, atola-me. Dela não fugirei, apenas aceitarei.

De pleno encontro talvez tal desfecho necessite, mas adianto-me e suplico-lhe: Perdoe-me, do fundo de minha alma, do momento mais sincero, vindo de minh'alma, peço-lhe perdão...