Sendo porém, estas, condições do homem comum, incomum e impossível, não seria talvez culpa do orador ?
Posto que alguém envia e outrem recebe, transfiremos a responsabilidade oculta ao primeiro.
Dito isto portanto, faz-se mister conclusão. Vés! Eu não assisti ao formidável enterro de suas quimeras, e em suas mitologias pessoais não possuo culpa.
Elogios cordiais passatempo dos fúteis são - atirar-me-ei a primeira pedra -, e certos desígnios únicos o são, perdendo todo seu significado, e ofendendo seu teor, quando distribuídos.
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
Augusto dos Anjos - A idéia.
Resposta póstuma dar-lhe-ei. Do inferno, livre de bestas mas fértil em demônios, tão pessoais quanto o sonho.
"Pós escrevendo", eu espero que todos morram, em homenagem à espetacular latrina, funda como minha alma, fétida como minha mente, imunda como meu mundo.